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Libertar a criança interior, crescer como adulto


O nosso problema não é que as necessidades da nossa criança interior não tenham sido satisfeitas. O que nos amarra ao sofrimento não é essa dor passada mas sim não termos feito, como adultos, o luto e a reciclagem dessa falta, dessa perda de satisfação emocional.

O luto tem várias formas: reconhecimento, raiva/dor, aceitação, ritual, separação emocional, reintegração da memória.
Reciclagem: reintegração energética, mobilização das emoções que estavam aprisionadas numa memória sombria.

Conforme escreve David Richo (How to be an adult), o luto é a forma adequada para reagir à perda, de acordo com várias fases, variáveis conforme as condições pessoais:

– Recordação e reconhecimento da dor ou falta sofrida. Isto envolve a identificação da energia emocional que lhe está associada e a expressão dos sentimentos relacionados de forma que haja uma transformação da forma como sentimos. Podemos exprimir os sentimentos directamente às pessoas envolvidas ou simplesmente a nós próprios ou em ambiente de terapia. A raiva é uma emoção legítima desde que limitada no tempo e dirigida para o facto em memória ou para a personificação do outro que está dentro de nós, percebendo que os seres de hoje já não são os seres que nos terão prejudicado.
Nesta fase, é preciso distinguir crenças e julgamentos (fui atraiçoado, rejeitado, etc) dos sentimentos associados à memória. O ego pode pedir-nos a expressão das crenças mas é a expressão dos sentimentos que é transformadora.

– Cura compassiva. Podemos revisitar as memórias desde que o façamos com a plena certeza de quanto somos já tão diferentes e levemos os recursos que descobrimos dentro de nós à criança interior que sofreu a sua falta. A PNL, com as terapias da linha do tempo ou de mudança de história pessoal, tem técnicas muito poderosas para este efeito.

Esta fase implica a aceitação plena dos factos que nos afectaram e o perdão aos seres responsáveis. Se não for possível perdoar a pessoas, podemos sempre perdoar às personificações dessas pessoas que habitam dentro de nós!

– Um ritual que mostre que sentimos e ultrapassámos o período de luto. Isto é importante como marcador emocional que faz o fecho de um ciclo. Pode escrever um texto e queimá-lo, enterrá-lo junto a uma árvore, etc. Ou simplesmente contar a uma pessoa amiga…

– Passar à acção como seres adultos que não esperam que outros os curem das faltas da sua infância. Ser adulto obriga a correr alguns riscos: os outros podem perceber-nos e acarinhar-nos ou podem rejeitar-nos e ferir-nos. Em ambos os casos, não é o que acontece que é muito importante, é aquilo que fazemos do acontecimento. E, se é muito bom sentirmo-nos validados pelo apoio dos outros, a fonte mais segura e suprema de validação reside no nosso cerne.

A estrutura do sucesso


Tanto o fracasso como o sucesso têm uma estrutura. Se tens sucesso na forma habitual de fracassar, o que poderás fazer para a alterar?
“O sucesso torna as pessoas modestas, amigáveis e tolerantes; é o fracasso que as faz ásperas e ruins.” William Somerset Maugham

Isto é verdade? Como escritor, Somerset Maugham conhecia algo da natureza humana mas parece-me que tinha aqui uma visão muito doce daquilo que a atitude de perseguição do sucesso pode fazer das pessoas. O problema não está, justamente, em ter sucesso ou não. Está na atitude dependente ou independedente que nós temos em relação aos objectivos que nos propomos atingir. Que preço estamos dispostos a apagar por aquilo que queremos ter ou conseguir? Quais os sacrifícios ecológicos que aceitamos? Recordo mais uma vez o entendimento PNL de ecologia:
Aquilo que desejamos deve ser avaliado nas suas consequências em relação às nossas diversas partes e aos sistemas a que pertencemos e o sucesso em atingir  o objectivo deve ainda ser comparado com as consequências positivas e negativas de não o atingir.
Há, pois sucessos que nos transformam em pessoas melhores porque mais realizadas e outros que nos aprisionam nas suas consequências e no preço que pagámos.
E os insucessos? Transformemos em aprendizagens e  sobre eles podemos construir o caminho para o verdadeiro sucesso, aquele que irá fazer o máximo sentido para nós.

Aceita o desespero. Ele pode ajudar-te.


“Não temas o teu desespero. Sê gentil contigo mesmo. Dá tempo a esta jornada. Deixa que o desespero te guie para o ‘eu’ que precisa de nascer. Deixa que ele te presenteie com uma inquebrantável fé na vida” Miriam Greenspan
Esta citação de Miriam Greenspan vem a propósito de um post anterior sobre a aceitação das emoções ditas negativas e o pensamento positivo. O erro do pensamento positivo tomado na sua acepção mais simplista é a obsessão por transformar tudo numa visão cor de rosa que não passa de uma distorção empobrecedora da realidade.
O pensamento útil é integral e incorpora também os estados de espírito menos atraentes, assim como toda a panóplia de sentimentos. Só após esta integração é produtivo e eficaz transmutar o seu estado para a tão desejada visão positiva da realidade e de si mesmo.

E o que isto tem a ver com PNL? Certamente que tem: o respeito pela integralidade de si, com todas as suas partes. A crença de que podemos escolher os nossos estados não significa a rejeição liminar das nossas sombras. Isso seria como fugir delas. A minha visão da PNL é integrativa, ao invés de um modelo de via única para a felicidade empacotada.

A União – estado essencial


Há uma técnica em PNL designada ‘Transformação Essencial’, em que se procura a harmonização de partes de nós que, neste modelo, se considerem origem de comportamentos ‘negativos’.
No decurso do processo, o cliente é levado a experimentar estados mentais sucessivamente mais integrados e satisfatórios.
O estado essencial  mais referido, na minha experiência de coach, tem sido o de UNIÃO.
Os meus clientes não sentem necessidade de descriminar o que para eles é esse estado de União – o seu extraordinário bem estar reflecte-se na sua fisiologia e no reconhecimento de que não há nada mais importante.
Temos saudades de ser UM ou aspiramos a fazer parte do todo, mantendo a nossa individualidade? Na manifestação terrena que é a nossa, a minha resposta é SIM, para ambas as hipóteses.
Depois de experimentarem o estado essencial, que é também um objectivo último de qualquer parte de nós responsável por um comportamento que não apreciamos, torna-se fácil para os clientes integrarem essa parte, sentindo-se mais completos e em harmonia consigo e com o mundo.
A este propósito, acabei de ler um post muito interessante no blog de Filomena Nunes, sobre o papel das religiões, que são o tradicional meio pelo qual a humanidade procurou ligar-se ao Cosmos dentro e fora de si. Sugiro que sigam o link:
http://terramena.blogspot.com/2011/03/porque-sou-religiosa-sem-religiao.html

Entre o “Porquê?” e o “Para quê?”


De acordo com um dos modelos aceites na PNL (o modelo dos níveis neurológicos, de R.Dilts), a nossa identidade  (o Quem) situa-se entre os níveis das Crenças e Valores (o Porquê das nossas vidas) e o da Missão, Pertença e Espiritualidade (o Para quê que dá sentido ao que somos e fazemos).

Qualquer mudança num dos níveis tem implicações nos outros. Se eu me puser em causa, são os meus valores e convicções que estão em questão.  Se, por outro lado, tiver valores desalinhados que já não são” aquele nada que é tudo”, que não me motivam, que espécie de ser sou eu? O que me dizem que sou ou aquele que quero ser?

As nossas crenças mudam o mundo?


Sem dúvida que aquilo em que acreditamos influencia o mundo e, certamente, condiciona o nosso modelo do mundo. Se eu acreditar que sou fraco e indefeso e que  o mundo é um lugar perigoso, vou atrair situações que confirmam esta minha convicção. Magia? Não – simplesmente o nosso piloto automático se vai encarregar, obedientemente, de escolher as opções que validam o meu sistema de crenças e valores.

Se tens crenças limitadoras – afirmações acerca de ti e das tuas capacidades que limitam as tuas possibilidades de escolha, sugiro que  examines o seu prazo de validade. Pode bem acontecer que estejam fora de prazo e a sua toxicidade seja elevada. Também é muito recomendável verificares a sua origem: onde, como, quando e com quem aprendeste a acreditar nessas afirmações que te diminuem ou limitam na expressão inteira de quem podes ser?

Tema da PNL – Crenças, Níveis Neurológicos

Focagem


As limitações, as possibilidades e a esperança.

Foque-se nas suas limitações e elas serão a sua realidade.
Pense nas suas possibilidades e irá encontrar dentro de si mais capacidades e habilidades do que alguma vez julgou ser possível.
A esperança tem dentro de si a alegria de todas as possibilidades futuras, enquanto você negoceia com a vida os resultados que quer alcançar.

Abro este blog com duas citações de autores de que não conheço os nomes.

Realçam  a importância do foco de atenção e do poder ilimitado das possibilidades.
Todos temos problemas. Como seria a vida sem dificuldades para resolver? Um paraíso? Duvido e acho que mais rapidamente se tornaria num inferno de previsibilidade, monotonia e aborrecimento.
Quando um problema surge, temos a opção de nos focarmos nas sua história e  nos seus termos, ou de nos focarmos nas possibilidades de solução. Esta segunda opção está grávida de soluções, que são o fruto da gestação de problemas bem definidos e encarados sem medo.

(Tema da PNL – Metaprogramas, Pressupostos, Tomar o lugar do condutor da sua vida)